VidCon 2018 | Day 1 – Monetização, dados sobre marketing de influência e o poder das lives

VidCon 2018 | Day 1 – Monetização, dados sobre marketing de influência e o poder das lives

O primeiro dia da VidCon 2018 costuma ter updates das principais plataformas de social video e esse ano não foi diferente. Instagram, Facebook e Youtube apresentaram as novidades para os criadores com uma intenção clara: manter aqueles criadores que já atuam em determinada plataforma a continuarem por lá.
O Instagram lançou o IGTV, um novo app que se conecta facilmente com a comunidade que já está no Instagram abrindo espaço para vídeos verticais e com até 10 minutos de duração. Muita gente está dizendo que isso vai matar o Youtube, mas pelo que ouvi lá na VidCon isso é só papo sensacionalista, os criadores estão encarando o IGTV mais como uma nova plataforma de distribuição e criação de formatos.
O Facebook também quis impressionar os criadores com as novas funcionalidades de monetização no Facebook for Creators. A versão beta dos “intervalos comerciais” que começamos a ver no Facebook ainda está fechada e é preciso aplicar para ser escolhido pela plataforma e ter o conteúdo monetizado. O programa Launchpad é uma forma de monetizar criadores que produzem conteúdo em vídeo com frequência no Facebook e para aplicar é preciso ter conteúdo autêntico, “seguro para marcas” e com mais de 3 minutos. Aqui você pode ler mais.
Tem também o novo Brand Collab Manager, que quer ajudar criadores no Facebook a encontrarem marcas (e vice versa) para produzir campanhas de branded content.
Já o Youtube apresentou um número impressionante: a plataforma tem hoje 1,9 bilhões de usuários ativos. É MUITA GENTE! E também apresentou novas opções de monetização para os criadores: uma delas é o Premieres que vai permitir que criadores de conteúdo fazerem vídeos pré-gravados como momentos ao vivo. Outro deles é o YouTube Channel Memberships (que estava disponível só para canais de game e agora está disponível para todos os canais com mais de 100 mil inscritos) onde a audiência paga $4,99 para ter acesso a conteúdo extra do canal e algumas opções gráficas como stickers e destaque nos chats (inclusive nas Premieres). Nesse link você pode conferir o que precisa ter para participar desse programa.

Por fim uma parceria do Youtube com a Teespring (que acredito ainda não valer para o Brasil) vai permitir aos criadores poder criar produtos e disponibilizar para compra logo abaixo da descrição do vídeo. Já trabalhei na criação de centenas de produtos de criadores, de álbum de figurinhas à capa para celular, e essa é uma das formas de gerar receita mais complicadas que um criador pode ter, especialmente sobre logística em um país continental como o Brasil. Ter um parceiro que faz tudo e te paga por royalties é o melhor caminho, especialmente no começo.
Experiência da PASSA: pesquise as taxas de royalties (20% do valor do produto é um valor interessante) e tome muito cuidado com os contratos de uso de imagem em marca.

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Olha só como fica a disposição dos produtos – Lucas The Spider

Dados os updates, o primeiro dia da VidCon 2018 teve três pontos principais na minha análise: os debates sobre formas de monetização, dados sobre o mercado de influenciadores e muito conteúdo para quem ainda não entendeu o poder das LIVES.
Em um debate sobre Influencer Commerce onde April Foster, CEO da Inked Brands, empresa que cria lojas virtuais para criadores e influenciadores, mostrou alguns dados de uma criadora com 50 mil seguidores, que fez mais de 1 milhão de dólares em receita em 2017. Enquanto muitos criadores com milhões de seguidores e que também usam o serviço dela, não chegam nem na metade dessa receita. A Sarah Passe, Senior Product Manager da Amazon relatou o mesmo resultado entre os criadores que participam do programa de afiliados deles.
Experiência da PASSA: a taxa de conversão no e-commerce brasileiro é de 1.2%, mas com o endosso de criadores especialmente os menores as taxas de conversão batem 2 dígitos com muita facilidade, ou seja: Comunidade > Seguidores.

Brian Solis da Altimeter subiu no palco para apresentar os dados da pesquisa Influence Marketing 2.0 para 2018. Eu endosso o discurso dele sobre o que difere aquilo que costumávamos chamar de marketing de influência e o que é hoje em dia. Por muito o mercado publicitário defendeu que a influência era definida por: atingir muitas pessoas (como mídia de massa) com a única função de vender nos mesmos moldes da mídia tradicional. Mas dentro do marketing de influência se trata muito mais de compreender a jornada do consumidor e atuar com conteúdo de experiência em cada fase do funil.
AQUI você pode baixar o reporte de 2017, em breve eles devem liberar o de 2018.

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Por fim dois painéis falaram sobre o poder das lives. Assisti um deles com a Luria Petrucci, que explicou o conceito de Professionality, junção das palavras Professional e Personality, para dizer que uma boa live não depende só de luz, microfones, set ups e mais set ups mas de personalidade e profissionalismo para manter as pessoas alí. Lives podem ser usadas para fazer perguntas e respostas, lançamentos, orientações e para se engajar com a sua comunidade.
Experiência da PASSA: Lives podem assustar porque você não está acostumado, mas existe uma coisa maravilhosa chamada curva de aprendizado, nela você está em modo beta, testando e o melhor é deixar isso claro para a audiência e pedir feedback para que você possa melhorar. Minhas primeiras lives também não foram boas eheheheh.

Outros pontos que tbm não passaram despercebidos:

Vídeo é maratona! Existe um desejo dos criadores de que o vídeo bombe logo que é postado, mas um conceito que ficou bem claro nesse dia foi sobre vídeo ser como uma “maratona” e conquistar a audiência “eterna” se for bem feito e otimizado. Experiência da PASSA: meu canal tem 70% dos views vindos de “search viewers”, que são as pessoas que buscam conteúdo no Youtube sobre um assunto e acham os meus vídeos. São vídeos publicados há meses, alguns até anos atrás e que são assistidos todos os dias. Aproveitar a onda viral é parte da estratégia, mas a curva da “cauda longa dos vídeos” é tão boa quanto.

Minha decepção. Falaram tão bem da palestra do Gavin McGarry no ano passado que fui ver esse ano. A promessa era ensinar a rackear o algoritmo do Facebook, mas o que vi foi um to do list sem explicação alguma. Talvez tenha sido o tempo curto, não sei. Mas o cara subiu no palco pra dizer o que fazer e não explicou o porquê. Disse para curtir e comentar quando alguem comenta um vídeo na sua página, que se deve subir vídeo nativo e colocar o rosto no vídeo nos primeiros segundos, mas ele não explica em nenhum momento PORQUE fazer isso. Eu particularmente não gosto dessas listas porque elas podem induzir facilmente ao erro. É preciso explicar o porquê para que os profissionais possam entender a lógica críttica por trás daquela ação. Quem assiste minhas aulas e faz minhas mentorias sabe como eu me preocupo com qualquer lista dessas e que nem sempre o que funciona para uma página vai funcionar na outra, me decepcionei, mas vou pesquisar sobre essas “boas práticas”, entender o porquê que em breve vai virar um post aqui pra vocês 🙂

Acompanhe a maior conferência de criadores e vídeo online do mundo pela cobertura da PASSA.

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