Por que a micro-influência não pode ser esquecida nas estratégias de marketing?

Por que a micro-influência não pode ser esquecida nas estratégias de marketing?

Um estudo qualitativo do WGSN, mostrou que a geração Z (turma que nasceu no final dos anos 1990 e início dos anos 2000) confia mais nas opiniões de quem não tem tantos seguidores assim, os conhecidos micro-influenciadores.

“Esta é a nossa compreensão geral do que acontece quando os consumidores encontram as “rising stars” das mídias sociais. Eles são percebidos como confiáveis e oferecem uma conexão mais pessoal do que seus correspondentes de mega-influência. Portanto, apesar de um alcance menor, eles podem oferecer uma taxa de conversação mais alta entre seguidores e aqueles que compram produtos recomendados.” Cassandra Gagnon, WGSN

O que é micro-influência?

Micro-influencia dentro do espectro de influência na mídias sociais denomina pessoas, perfis e marcas que não alcançam grandes audiências, como as grandes celebridades, influenciadores digitais e marcas de massa, mas que possuem seguidores mais engajados nas mensagens que compartilham.

Micro-influenciadores costumam ser influenciadores de nicho que optam por não querem falar com todo mundo, mas falar muito bem com um público específico. Não existe uma regra sobre quantos seguidores alguém “deve” ter para ser considerado  um micro-influenciador, mas sim um envolvimento e engajamento alinhado ao respeito que a comunidade tem com as mensagens que ele compartilha.

“Eles alcançam cortes diferentes dentro da geração, permitindo uma segmentação específica aplicável até mesmo aos seus valores menores. A contagem de seguidores de 10 a 100 mil significa que eles não precisam tornar sua mensagem universal e, como resultado, é percebida como autêntica para essa faixa etária globalmente.” Cassandra Gagnon, WGSN

Como ser um micro-influenciador?

A pergunta deve começar com:  POR QUE eu quero ser um influenciador? 

O despertar da influência como uma possibilidade de negócio ou mesmo de ganhar presentes e viajar pelo mundo, tem motivações distintas entre as pessoas e muda de geração para geração e de acordo com o grupo social. Mas um ponto em comum é claro em todos os perfis: a busca para se tornar alguém influente não decorre da internet apenas, mas se se tornar alguém que é ouvido e tem a opinião respeitada.

Esse desejo já existe bem antes de termos conexão em fibra ótica. Dale Carnegie escreveu no início do século XX o livro (que até hoje) mais vendido da história da literatura sobre influência. Como fazer amigos e influenciar pessoas está na lista dos livros mais vendidos há anos e apresenta exemplos práticos para construção da almejada influência. Robert B. Cialdini é outro autor conhecido pelos livros o Poder da persuasão e As armas da persuasão, que mostram como nosso cérebro “espera” por influencias externas nas tomadas de decisão, seja para fazer algo ou comprar um produto.

A influência faz parte do ciclo social, a escolha por querer ser um influenciador deve ser cautelosa e que respeite a comunidade acima de tudo. Se você tem plena consciência disso, você já é um micro-influenciador e nem percebeu. Uma pesquisa da Nielsen mostrou que 90% dos consumidores confiam nas recomendações feitas por pessoas como elas, o conhecido “gente como a gente”, ou seja: quanto mais comum melhor. 

Como trabalhar com micro-influenciadores?

Uma pesquisa da Experticity  mostrou que 82% dos entrevistados são “altamente propensos a seguir uma recomendação dos micro-influenciadores”, e as marcas ainda sofrem para trabalhar com micro-influenciadores por questões matemáticas. A conta (errada) não fecha se o KPI for números de audiência.

O trabalho com micro-influenciadores deve partir do alinhamento de mensagens entre marca, influenciador e comunidade. Sem esse alinhamento, o conteúdo será só mais um #publi no mar de posts patrocinados nas mídias sociais. É um trabalho de aproximação, relacionamento e com resultados a medio e longo prazo.

PENSE PEQUENO E QUALITATIVO. A melhor maneira de encontrar micro-influenciadores é se libertando da bolha de números que cercam as métricas de marketing. ROI e impactos vão para o rodapé da planilha e abrem espaço para métricas como: engajamento, afinidade, lembrança e envolvimento com a marca, sem deixar de lado as taxas de conversão que quando comparadas com os mega-influenciadores deixam qualquer gerente de marketing feliz com os resultados.

Como transformar em negócio?

Conheça os serviços que a PASSA oferece para criadores de conteúdo e marcas que querem ter melhores resultados trabalhando como e com influenciadores:

Escrito por el / 698 Visualizações

Sin Comentarios

Por favor publique un comentario

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *